domingo, 23 de novembro de 2008

Isolar-se ou isolado? ... Eis a questão XP

Às vezes acontece… Procuramos algo ou alguém que seja capaz de satisfazer as necessidades que sentimos para “calar” as vozes que ecoam na nossa cabeça, procuramos uma razão de existência quer de nós próprios, quer dos que nos rodeiam.

Disfarçamo-nos de algo que não somos (e que ás vezes acreditamos ser) porque nos sentimos isolados, perdidos no meio deste espaço preenchido por homens e, no entanto, com intervalos infinitamente prorrogados entre cada um dos indivíduos, espaços esses que as pessoas tendem a chamar “Humanidade”.

No meio de tanto disfarce, incapacidade de carácter e isolamento infrutífero, há quem realmente seja dotado de uma índole que favoreça naturalmente a génese de alguém que por ser diferente dos demais, se refugie e crie um “novo mundo” à parte do chamado “mundo real”. Por oferecer resistência ao “mundo real” por vezes o “mundo” metafísico em que os dotados por natureza estão habituados a viver é abalado, estas reacções são precursoras de muitas “dores” e algum “alvoroço” que ocorra no interior de quem realmente se refugia no isolamento.

O isolamento não é procurado, o ser humano é um indivíduo social por natureza. O isolamento dos demais que coexistem com esse individuo é recíproco. Devido à não identificação dos ideais entre cada um o isolamento revela-se, não é procurado por ninguém, como referi anteriormente.

Ser isolado não é uma virtude ou defeito, é uma consequência de ser diferente.

2 comentários:

Kate Le Fay disse...

Desde os 15 anos eu sonhava em morar sozinha em um bosque. Queria viver na natureza somente com os animais. Hoje aos 30 anos vivo este sonho com meu marido e nossos 06 Golden Retrivers. Criamos, como você meciona no seu texto "nosso próprio mundo". Porém não houve dor, sofrimento nem desilusão com o mundo. Simplesmente sonhávamos com uma vida mais bela, mais plena, sem apegos materiais, sem desperdiçar tempo com o que não significa nada, remover todo o supérfluo, status, ego e em no lugar destas coisas tão valorizadas pelos humanos estabelecer uma conexão com a essência da vida. Não há armagura nem tristeza, apenas a felicidade! Blessed be! :)

Flavio Pinto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.