quarta-feira, 17 de junho de 2009

Trovador desejo

Podia ficar a noite inteira a olhar para ela

Vê-la sorrir enquanto fala comigo

Tentando adivinhar o que se passa na cabeça dela

O que será que significo? Serei eu mais que um amigo?

Fico a observar as constelações que existem no seu olhar

Sentindo o suor de sensualidade

Enlouquecendo de desejo ao ouvir falar

Aquele ser monumental, aquela mulher de verdade.

Ao dançar com ela meus olhos fixam os seus,

Meu corpo anseia pelo dela

Para tornar meu, o amor da herdeira de Zeus,

Roubando a Afrodite a sua personificação mais bela;

Beijo-a na boca, ate sentir o seu coração arder,

Desço os lábios ate ao pescoço

E com minhas mãos procuro o caminho para o prazer

Sou picado pelo ferrão do desejo, que me invade ate ao osso

Contemplo o moreno de sua pele acariciada pelo luar

Provo a suavidade dos seus lábios com meus dedos

Olhando-a nos olhos beijo-a novamente, para a chama não se apagar,

Quero desvendar seus segredos,

Preciso de sentir o desejo de um ser tão poderoso,

Toco nos seus seios com os meus lábios a ferver,

Contorno-os com a minha língua, pois meu corpo é guloso

Meus poros transpiram de prazer,

Lentamente, vou descendo do seu peito

E vou beijando cada centímetro seu

Então digo o que ela significa para mim, como é importante ser o eleito,

Vou despindo a fronteira que separa o seu mundo do meu

Digo que a amo e envolvemo-nos num Universo desconhecido

Que à tanto por nossas almas fora esquecido.

Transpiramos de amor

Ondulando no prazer

E anoitecendo com nossos suspiros de desejo, envolvendo-nos em seu sabor

Que nos consome por dentro e me faz mais querer

O seu corpo, a sua voz, a sua magia

Que torna seus os Universos

Do mundo de minha fantasia

E faz ainda mais incertos

Os dias em que vivo perdido

Quando meu espírito procura o corpo capaz

De levar este apaixonado de volta ao paraíso à muito esquecido

Onde imperam olhares e sorrisos que esta noite nos traz.

Não é física, é metafísica, esta noite quebramos todas as barreiras

Não é dogma ou teoria, nosso amor é pecado subatómico

Somos a constante de nossas equações, fizemos do Universo nossas fronteiras

Somos a noite e o dia, os olhos da fera que espreita no escuro subatómico

O silvo que nasce da escuridão

Tenho o orvalho matinal que colhe os sonhos pelo horizonte deixados

E Eros nas palavras que escrevo por cada paixão

Que vivi, que agora esqueço, por serem fruto de amores passados.

Deixo a noite tomar conta de meu corpo em ardente desejo

Para conduzir minha amada até ás estrelas, que nos esperam

Onde brilha nossa paixão, que de minha inveja protejo

Nosso Universo de lençóis agora nos abraçam, novos sonhos esperam,

Exploro meu corpo à procura do seu

Quando em estranho prazer me perdi

Depois que meu corpo do seu espírito renasceu

Que em seu corpo meu espírito senti.