Podia ficar a noite inteira a olhar para ela
Vê-la sorrir enquanto fala comigo
Tentando adivinhar o que se passa na cabeça dela
O que será que significo? Serei eu mais que um amigo?
Fico a observar as constelações que existem no seu olhar
Sentindo o suor de sensualidade
Enlouquecendo de desejo ao ouvir falar
Aquele ser monumental, aquela mulher de verdade.
Ao dançar com ela meus olhos fixam os seus,
Meu corpo anseia pelo dela
Para tornar meu, o amor da herdeira de Zeus,
Roubando a Afrodite a sua personificação mais bela;
Beijo-a na boca, ate sentir o seu coração arder,
Desço os lábios ate ao pescoço
E com minhas mãos procuro o caminho para o prazer
Sou picado pelo ferrão do desejo, que me invade ate ao osso
Contemplo o moreno de sua pele acariciada pelo luar
Provo a suavidade dos seus lábios com meus dedos
Olhando-a nos olhos beijo-a novamente, para a chama não se apagar,
Quero desvendar seus segredos,
Preciso de sentir o desejo de um ser tão poderoso,
Toco nos seus seios com os meus lábios a ferver,
Contorno-os com a minha língua, pois meu corpo é guloso
Meus poros transpiram de prazer,
Lentamente, vou descendo do seu peito
E vou beijando cada centímetro seu
Então digo o que ela significa para mim, como é importante ser o eleito,
Vou despindo a fronteira que separa o seu mundo do meu
Digo que a amo e envolvemo-nos num Universo desconhecido
Que à tanto por nossas almas fora esquecido.
Transpiramos de amor
Ondulando no prazer
E anoitecendo com nossos suspiros de desejo, envolvendo-nos em seu sabor
Que nos consome por dentro e me faz mais querer
O seu corpo, a sua voz, a sua magia
Que torna seus os Universos
Do mundo de minha fantasia
E faz ainda mais incertos
Os dias em que vivo perdido
Quando meu espírito procura o corpo capaz
De levar este apaixonado de volta ao paraíso à muito esquecido
Onde imperam olhares e sorrisos que esta noite nos traz.
Não é física, é metafísica, esta noite quebramos todas as barreiras
Não é dogma ou teoria, nosso amor é pecado subatómico
Somos a constante de nossas equações, fizemos do Universo nossas fronteiras
Somos a noite e o dia, os olhos da fera que espreita no escuro subatómico
O silvo que nasce da escuridão
Tenho o orvalho matinal que colhe os sonhos pelo horizonte deixados
E Eros nas palavras que escrevo por cada paixão
Que vivi, que agora esqueço, por serem fruto de amores passados.
Deixo a noite tomar conta de meu corpo em ardente desejo
Para conduzir minha amada até ás estrelas, que nos esperam
Onde brilha nossa paixão, que de minha inveja protejo
Nosso Universo de lençóis agora nos abraçam, novos sonhos esperam,
Exploro meu corpo à procura do seu
Quando em estranho prazer me perdi
Depois que meu corpo do seu espírito renasceu
Que em seu corpo meu espírito senti.
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