segunda-feira, 18 de maio de 2009

Há sempre alguém para amar

Há sempre alguém para amar,

Para ser amado, desejar

Que esteja a nosso lado, abraçar

Quando nos sentimos sós ao luar

No céu, alguém que nos faça brilhar

Na noite, no seu olhar,

Um porto seguro, no mar

Bravio, sombrio, onde nos possamos refugiar.

Sozinho, lobo-do-mar,

Sou marinheiro da vida, procuro amar

Alguém que possa minhas velas içar

E me ajudar no mar da vida navegar;

Não por opção, por destino de amar

Navego sozinho, na vida e no mar

Feito de ventos fortes, dias a bolinar,

Meu navio, construí com fantasias que perdi, ao ancorar

No abismo, no imenso infinito onde haviam de dar lugar

A gordas lágrimas de áspera água e mistérios a assomar

No sorriso improvisado, contrabandeado, com que tento enganar

O reflexo, que outrora pensou conquistar

O céu do mundo, o sentido de tanto esperar

Para a busca do tesouro findar.

Não tenho vivido, tenho sobrevivido

Ao tempo, à saudade

Daquela que eu amo de verdade,

Que deixou o mundo e me deixou perdido,

Esquecido, nas correntes a navegar

Sem mapa nem destino para me guiar.

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